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Nova NR-1: por que 68% das empresas ainda não sabem o que realmente mudou

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    /BLANCK. Web Create
  • há 2 dias
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Unsplash
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Uma pesquisa nacional com 1.730 organizações brasileiras revelou um dado que chamou atenção de líderes, gestores e profissionais de SST: 68% das empresas afirmam não compreender claramente o que muda com a nova NR-1. Esse número não é apenas estatística — ele evidencia um descompasso entre a evolução da legislação e a capacidade estruturada das empresas de traduzir essa norma em ações concretas.


O contexto da nova NR-1


A Norma Regulamentadora nº 1 foi revisada para colocar a saúde mental e os riscos psicossociais no centro da gestão de SST, obrigando as empresas a gerenciarem esses fatores com a mesma seriedade dada aos riscos físicos, químicos e ergonômicos.


Essa atualização não é meramente burocrática — ela redefine como os riscos são identificados, medidos e controlados dentro das organizações, exigindo:


  • monitoramento formal de riscos psicossociais;

  • indicadores claros de saúde mental;

  • integração com líderes, RH e compliance;

  • ações preventivas, não apenas reativas.


O problema do entendimento — e o que os números mostram


O estudo aponta que:


🔹 68% das empresas não compreendem claramente o que mudou com a nova norma;

🔹 62% não possuem indicadores formais para monitorar riscos psicossociais;

🔹 58% afirmam que só reagiriam a problemas de saúde mental após afastamentos, denúncias ou ações judiciais.


Esses dados não só apontam para um desconhecimento da norma, mas para um modelo de gestão ainda predominantemente reativo, quando o que a NR-1 exige é proatividade, prevenção e integração gerencial.


Liderança ainda é um ponto crítico


O estudo revela outro aspecto preocupante:


  • 67% dos líderes nunca passaram por avaliação comportamental ou psicológica estruturada.

  • 54% não receberam treinamento para lidar com conflitos e pressão emocional.

  • 49% dos profissionais de RH consideram o comportamento da liderança o principal fator de adoecimento emocional nas equipes.


Ou seja: mais do que tecnologia ou documentos, é a capacidade de liderar pessoas sob pressão, de forma humana e técnica, que está em jogo.


Discurso x prática: um abismo persistente


Embora 78% das empresas afirmem se preocupar com saúde mental, apenas 23% possuem políticas formais, orçamento dedicado ou indicadores claros. Em 64% dos casos, o tema ainda é tratado por meio de ações pontuais ou benefícios isolados — em vez de ser parte da gestão estratégica do negócio.


Essa lacuna entre discurso e prática é o principal fator que explica o despreparo corporativo diante da NR-1.


Por que entender a NR-1 é mais que cumprir a lei


A nova NR-1 não foi criada para punir, mas para tornar mensuráveis e gerenciáveis riscos que historicamente permaneceram invisíveis — como estresse, burnout, sobrecarga de trabalho, assédio e falta de reconhecimento.


Para as empresas, isso significa:


✔️ transformar obrigação legal em vantagem de gestão;

✔️ reduzir custos com afastamentos, turnover e passivos trabalhistas;

✔️ fortalecer cultura organizacional, clima e produtividade;

✔️ aumentar a atração e retenção de talentos.


Estratégias práticas para sair do “não sei” e chegar ao “estamos preparados”


Diante desse cenário, a Evoluere Saúde recomenda às empresas:


  1. Mapear e monitorar formalmente os riscos psicossociais no ambiente de trabalho.

  2. Definir indicadores claros de saúde mental, como taxas de absenteísmo, turnover por motivo emocional e níveis de estresse.

  3. Capacitar lideranças para gestão de conflitos, comunicação empática e inteligência emocional.

  4. Integrar áreas de SST, RH e compliance para a gestão contínua dos riscos ocupacionais.

  5. Transformar o PGR em uma ferramenta dinâmica de prevenção e não apenas um documento de conformidade legal.


A grande oportunidade


A nova NR-1 não é apenas mais uma norma no ambiente jurídico das empresas.Ela é uma oportunidade estratégica para repensar como as organizações cuidam das pessoas que fazem a empresa acontecer.


Enquanto a maioria ainda está tentando entender o que mudou, as empresas que interpretarem a NR-1 como ferramenta de gestão e cultura organizacional estarão à frente — com equipes mais saudáveis, engajadas e resilientes.



 
 
 

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