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Governo endurece regras de SST: O que muda na fiscalização e por que as empresas precisam agir agora

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    /BLANCK. Web Create
  • há 2 dias
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O Ministério do Trabalho e Emprego promoveu uma das atualizações mais relevantes dos últimos anos nas Normas Regulamentadoras (NRs) de Segurança e Saúde no Trabalho (SST). As mudanças reforçam critérios técnicos de fiscalização e endurecem penalidades, deixando claro que a gestão de SST passa a ser tratada como um eixo estratégico — e não mais apenas documental.

Na prática, o recado é direto: quem não estiver em conformidade real, e não apenas no papel, estará mais exposto a autuações, multas e riscos jurídicos.]


O que está por trás dessas mudanças?


As atualizações refletem um movimento de fortalecimento da atuação fiscal do Estado, com foco em:


  • padronização técnica das fiscalizações;

  • coerência entre documentos e prática real;

  • maior responsabilização das empresas quanto à prevenção de riscos ocupacionais.


Ou seja, não basta “ter documentos”. É preciso provar gestão efetiva de riscos.


NR-28: fiscalização mais técnica e penalidades mais claras


A NR-28, que trata de fiscalização e penalidades, foi atualizada para:


  • revisar códigos de infração;

  • ajustar critérios de enquadramento das não conformidades;

  • tornar mais objetiva a aplicação de multas.


Isso significa que o fiscal passa a avaliar não apenas a existência de programas como PGR, laudos ou treinamentos, mas a consistência técnica, a atualização e a aplicação prática dessas medidas.

Empresas com documentos genéricos, desatualizados ou desconectados da realidade operacional tendem a ser mais facilmente enquadradas.


Monitoramento de riscos físicos ganha protagonismo


As mudanças também reforçam a atenção a riscos que historicamente eram subestimados.


Exposição a poeiras minerais (NR-22)


Na mineração e em atividades correlatas, foram definidos critérios mais rigorosos para:


  • avaliação quantitativa da exposição;

  • definição de limites de exposição ocupacional;

  • adoção de medidas preventivas proporcionais ao risco real.


Isso eleva o nível técnico exigido dos laudos e das ações de controle.


Exposição ao calor (NR-9)


A atualização do anexo sobre calor reforça obrigações como:


  • monitoramento contínuo das condições térmicas;

  • diferenciação entre trabalhadores aclimatizados e não aclimatizados;

  • medidas organizacionais e ambientais para recuperação térmica.


O impacto vai além da indústria pesada e alcança obras, logística, agronegócio e atividades externas.


O que muda para as empresas, na prática?


Com essas alterações, a SST deixa definitivamente de ser um “setor operacional” isolado e passa a integrar a gestão estratégica do negócio.


Empresas precisarão:


  • revisar e atualizar seus programas de gerenciamento de riscos;

  • garantir que documentos reflitam a realidade do ambiente de trabalho;

  • integrar SST à liderança, à gestão e à cultura organizacional;

  • investir em prevenção real, não apenas em conformidade formal.


Fiscalização mais dura, mas também mais preventiva


Embora o endurecimento das penalidades chame atenção, o foco central dessas mudanças é prevenção.


Ambientes mais seguros reduzem:


  • acidentes e afastamentos;

  • adoecimento físico e emocional;

  • passivos trabalhistas;

  • impactos financeiros e reputacionais.


Para empresas maduras, esse cenário representa uma oportunidade de profissionalizar ainda mais sua gestão de riscos e se posicionar à frente da fiscalização.


Como a Evoluere pode apoiar sua empresa


Na Evoluere Saúde, entendemos SST como um sistema vivo, integrado à estratégia e às pessoas. Atuamos para:


  • transformar exigências legais em processos claros e aplicáveis;

  • alinhar compliance, prevenção e saúde emocional;

  • preparar empresas para fiscalizações mais técnicas e criteriosas.


👉 Adequar-se agora é menos custoso do que corrigir depois.

 
 
 

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